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terça-feira, 22 de abril de 2014

Escritor angolano faz lançamento de livro na Biblioteca Pública


Fonte e foto: Ibahia.
Edição: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante do Blog MUSIBOL)




 No mesmo dia serão lançados ainda outros diversos títulos, como o romance policial 'Abaeté: o predestinado' e a coletânea de contos 'Os Dribles do Acaso'
  
Nesta sexta-feira (25), o escritor John Bella desembarca em Salvador para lançar 'Os Primeiros Passos da Rainha Njinga', pela editora O Cão que Lê. Além do lançamento, o autor sobre 'A poética africana na poesia de Agostinho Neto' em palestra e autografará um romance histórico que traz grandes referências a história do Brasil. Promovido pela União Baiana de Escritores, o evento será realizado no Espaço Quadrilátero da Biblioteca Pública do Estado, a partir das 18h. O acesso é livre.

No mesmo dia serão lançados ainda outros diversos títulos, como o romance policial 'Abaeté: o predestinado' de Edival Rosas, escritor cearense radicado na Bahia, e a coletânea de contos 'Os Dribles do Acaso' de Alfredo Gonçalves de Lima Neto, que reúne dez histórias sobre o cotidiano de Salvador nas décadas de 60 e 70.

A sétima edição da revista 'Òmnira' também será lançada e contará coma  participação de diversos autores, entre angolanos, moçambicanos, portugueses e brasileiros.

O fechamento do dia será feito com o lançamento da coletânea 'Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus 2013', resultado de um concurso internacional que selecionou 188 escritores para participarem da publicação.
Dentre os poetas estão 33 baianos.
A escritora costa riquenha Shirley Campbell Barr é convidada especial com a sua participação nessa edição.





domingo, 29 de dezembro de 2013

Ator global se lança como escritor e publica primeiro romance


Fonte: Ibahia.
Edição: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação Itinerante do Blog MUSIBOL)



Na obra, Germano Pereira narra a história de um psicanalista que acorda todas as manhãs ao lado de uma mulher diferente

Conhecido do grande público por trabalhos em novelas da Globo, como 'Passione' e 'Guerra dos Sexos', o ator Germano Pereira lançou recentemente o livro 'Príncipe da Noite - Sete Mulheres e Meia' (Novas Páginas). Em ágeis 366 páginas, o romance narra o drama de um psicanalista que a cada manhã acorda ao lado de uma mulher diferente, mas nunca se lembra como a conheceu.

Ironicamente, a vida cotidiana do protagonista Gabriel é a mais pacata de todas: atende os pacientes no consultório, lida com problemas comuns da vida e até faz trabalhos voluntários. No entanto, não existe paz quando se tem a mente dominada pelo Príncipe da Noite, que deseja ter todas as mulheres para si, uma a cada noite. O desconforto de Gabriel aumenta quando sapatos femininos começam a aparecer em sua casa. Alguns deles estão manchados de sangue...

Em uma estrutura inusitada e instigante, Germano Pereira traça um paralelo entre a vida de dois homens completamente diferentes, mas que habitam o mesmo corpo. Em seu primeira obra de ficção, o autor se destaca pelo absoluto domínio de seu texto, tecido em uma linguagem enxuta e cristalina.


Príncipe da Noite
Autor: Germano Pereira
Editora: Novas Páginas
Páginas: 366
Preço: R$ 23,90



domingo, 24 de novembro de 2013

Top 10: os melhores livros lançados em 2013

Fonte e fotos: Ibahia.
Edição: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação Itinerante do Blog MUSIBOL)


Seleção inclui os novos livros de J. K. Rowling,
Dan Brown e André Vianco

O ano de 2013 acaba em pouco mais de um mês e uma coisa que você não pode deixar de fazer é ler os livros listados abaixo. Embora seja difícil - aliás, impossível - acompanhar todos os lançamentos que ocorrem ao longo do ano, sempre tem alguma obra que, por algum motivo, acaba se destacando das demais. Pensando nisso, e de olho no mercado editorial, o iBahia preparou um Top 10 com alguns dos maiores lançamentos do ano e que não podem deixar de ser lidos antes do dia 1º de janeiro de 2014.

1º A Elite, Kiera Cass


Continuação de 'A Seleção', trata-se de um romance juvenil que narra uma espécie de competição na qual várias garotas disputam o coração de um príncipe, mas o universo em si pouco se assemelha aos contos de fadas. A leitura é fácil e envolvente, e o ritmo ágil dos acontecimentos é um dos pontos mais relevantes do texto.

2º A Outra Face do Desejo, Luis Eduardo Matta


O novo suspense desse prolífico autor brasileiro conta a história da publicitária Fernanda Soares de Lima, cujo marido morre em circunstâncias misteriosas. Misturando drama, amor e suspense, o livro conduz o leitor pelos labirintos da crise existencial e afetiva comum ao seres humanos.

3º Filhos do Éden: Anjos da Morte, Eduardo Spohr


Continuação da série 'Filhos do Éden', 'Anjos da Morte', do carioca Eduardo Spohr mostra as agruras que Denyel, um anjo renegado, enfrenta para executar sua missão na Terra: estudar o comportamento humano e os avanços da civilização. Misturando história, geografia e filosofia com boas doses de magia, o terceiro livro de Spohr, além de divertir e encantar, oferece uma ótima oportunidade de aprender um pouco mais sobre eventos marcantes na história humana, a exemplo da Segunda Guerra Mundial.

4º Entre a Cruz e o Arco-Íris, Marília de Camargo César


Livro-reportagem da jornalista Marília de Camargo César, o livro traça um interessante painel da relação dos cristão com a homoafetividade. A autora, que é evangélica, gastou dois anos em entrevistas e leituras acerca do assunto para construir o texto, que aborda, desde a homossexualidade no contexto da Antiguidade, até o embate que atualmente se trava entre lideranças religiosas e o ativismo LGBT. Livro importantíssimo, pois ensina que gays e cristãos podem conviver harmoniosamente, independentemente de ideologias e crenças. 

5º O Chamado do Cuco,
Robert Galbraith (J. K. Rowling)


Novo livro de J. K. Rowling, autora da série Harry Potter, trata-se de um romance policial, originalmente escrito sob o pseudônimo de Robert Galbraith. A verdadeira autoria da obra foi revelada pelo jornal britânico 'The Sunday Times', alavancando as vendas do livro, publicado sem estardalhaço no início do ano. É interessante observar na obra a capacidade que a autora tem de se renovar a cada trabalho, mostrando versatilidade ao transitar por diferentes gêneros temáticos.

6º Inferno, Dan Brown


A nova aventura do professor Robert Langdon é tão surpreendentemente forte quanto os já clássicos 'Anjos e Demônios' e 'O Código da Vinci', e compensa, em certa medida, a decepção causada pelo seu antecessor, 'O Símbolo Perdido'. Baseado em 'A Divina Comédia', de Dante, o romance traz o protagonista lutando contra um adversário assustador e enfrentando um enigma engenhoso que o arrasta para uma clássica paisagem de arte, passagens secretas e ciência futurística.

7º 1889, Laurentino Gomes


O jornalista Laurentino Gomes fecha, com este livro, a trilogia iniciada com '1808', até hoje um dos livros mais vendidos do Brasil. Em ritmo ágil e com linguagem acessível, o autor narra os acontecimentos que levaram à Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889.

8º Féerica, Carolina Munhóz


Em seu terceiro livro, Carolina Munhóz nos apresenta a fada Violet Lashian, que deseja ser famosa em seu mundo, mas é desprezada pelas fadas em uma sociedade marcada pela padronização. Certamente o romance mais maduro da autora, 'Feérica' apresenta ao leitor os bastidores dos reality shows e do mundo da fama, com todo o seu glamour e desencanto misturados. É um livro que já renova o que Carolina vem fazendo desde o seu livro de estreia, 'A Fada', que é reiventar o universo das fadas, acrescentando-lhe riqueza, beleza e dimensão.

9º A Noite Maldita - Crônicas do Fim do Mundo, André Vianco


Definido pelo próprio autor como o melhor livro de sua carreira, 'Noite Maldita' narra uma história alucinante. Quando metade dos seres humanos adormece e desperta em seguida com uma sede incontrolável de sangue, dando início a uma guerra épica entre humanos e vampiros. Ambientado em diversas cidades do Brasil, é um livro assustador, sem deixar de ser profundamente humano e emocionante.

10º Destrua Este Diário, Keri Smith


Com o intuito de questionar convenções e a forma como lidamos com objetos a ilustradora canadense Keri Smith nos convida a rasgar páginas, rabiscar, pintar fora das linhas, manchar e até mesmo levar o livro para o banho. Sem dúvida alguma, trata-se de um trabalho interessante e inovador, e que nos leva à reflexão em um mundo onde até o pensamento está se tornando algo mecanizado.


domingo, 17 de novembro de 2013

Casal de escritores juvenis é recebido por centenas de fãs na Bienal

Por: Guilherme Reis*. Fonte: Ibahia.
Edição: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação Itinerante do Blog MUSIBOL)

Carolina Munhóz e Raphael Draccon falam sobre literatura fantástica nacional

Raphael Draccon e Carolina Munhóz falaram sobre literatura fantástica na programação juvenil do evento.

O penúltimo dia da Bienal do Livro da Bahia 2013, neste sábado (16), foi marcado pela cultura pop. Compondo a programação do 'Território Jovem', o casal de escritores Raphael Draccon e Carolina Munhóz trouxe mais de 300 jovens ao auditório Ubiratan Castro de Araújo (por falta de espaço, a apresentação precisou ser transferida para o local).

Com mais de 200 mil exemplares vendidos, Draccon, que se tornou conhecido pela série de romances fantásticos 'Dragões de Éter', falou de forma bem humorada sobre a recepção do público de Salvador: "O clima aqui é como em estreia de cinema, está em chamas (risos). E a recepção é maravilhosa como sempre, o povo baiano é muito carinhoso", diz.

Casados e morando no Rio de Janeiro, os escritores afirmaram, em entrevista ao iBahia, que o fato de morarem na mesma casa é ótimo para a profissão. "É muito gostoso ter uma pessoa que te entende, entende os seus horários, que final de semana é dia de trabalhar, que estar na Internet é trabalho também. E trocamos ideias, pensamentos para os próximos livros", conta Carolina, autora dos sucessos juvenis 'A Fada', 'O Inverno das Fadas' e do recém-lançado 'Feérica'.

Raphael, que até recentemente foi editor da esposa no selo Fantasy - Casa da Palavra, pertencente à editora Leya, brincou com a situação: "O chicote já é em casa mesmo. Se não estiver bom, já vai reescrever logo. Porque escrever é reescrever, não tem jeito. Nunca o tratamento que a gente faz em um texto está bom. E a profissão de escritor é muito solitária, você nunca sabe o que está bom; é preciso sempre uma pessoa ler", observa.

 Fãs se aglomeram na fila à espera do autógrafo dos autores

Depois de anos na Leya, no mês passado os autores anunciaram oficialmente sua migração para a Rocco, editora responsável pelos direitos de publicação da série Harry Potter no Brasil. Com essa nova etapa em sua carreira, Raphael, que também era coordenador do selo Fantasy, pretende dedicar-se integralmente à literatura - e também ao cinema, seu sonho desde a adolescência. "Tinha que escolher: ou o mercado editorial em si ou a área cinematográfica", declara.

Aos 25 anos de idade e com três romances publicados no currículo, Carolina começou a se interessar por literatura aos 12 anos, época em que teve o primeiro contato com a série Harry Potter. Sem amigos e alvo de bullying no colégio, ela conta que os livros da britânica J. K. Rowling foram fundamentais para superar aquele estado de espírito. "J. K. [Rowling] me influenciou de todas as formas. Tive uma infância muito triste, então Harry Potter foi minha referência".

No mês de agosto, Draccon causou polêmica na Bienal do Rio, ao afirmar que, nos dias de hoje, Rubem Fonseca não seria publicado. Mal interpretado, o escritor discorria sobre as mudanças ocorridas no mercado editorial, que obriga os autores a estabelecer um permanente canal de comunicação com os leitores. "O autor que não der a cara a tapa está fora do jogo. É preciso ir a feiras, eventos literários. O fato de sermos escritores faz com que nos comuniquemos com milhares de pessoas", analisa.

Fã do casal, o leitor Douglas Moura, 17 anos, viajou cerca de nove horas para ver os ídolos. Morador da cidade de Cansanção, a 340 Km de Salvador, o jovem afirma que a obra de Draccon abriu-lhe as portas para vários outros autores de literatura fantástica: "Conheci Draccon por meio de uma entrevista que ele deu a um programa na Internet. Logo depois comprei 'Fios de Prata' e me apaixonei pela história e pela vida dele. Depois disso, conheci outros autores, como o Eduardo Spohr".

'Traição Entre Amigas' - Outra presença ilustre neste sábado foi a escritora Thalita Rebouças. Com mais de um milhão de livros vendidos, a autora de 'Fala Sério, Mãe!' diz que se anima a cada passagem sua por Salvador: "Salvador é a cidade que mais amo vir autografar. Ganho muitos presentes, me sinto uma pop star. Isso é muito bacana". A mesa com Thalita, 'Traição Entre Amigas', título de um de seus livros, começou às 17h30, tratando de temas como amor, traição e amizade no universo adolescente.

*Com supervisão de Márcia Luz

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Antônio Torres é eleito para cadeira que foi de Machado de Assis na Academia Brasileira de Letras

Por: Cristiane Ribeiro*. Fonte: Agência Brasil
Fotos: onordeste.com / cronopios.com.br
Edição: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação Itinerante do Blog MUSIBOL)


O escritor baiano Antônio Torres foi eleito hoje (7) para ocupar a Cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras (ABL), vaga desde o dia 3 de agosto, com a morte do jornalista e musicólogo Luiz Paulo Horta. Romancista, Torres obteve 34 dos 39 votos.

A Cadeira 23, fundada pelo primeiro presidente da ABL, Machado de Assis, já teve como ocupantes os escritores Lafayette Rodrigues Pereira, Alfredo Pujol, Otávio Mangabeira, Jorge Amado e Zélia Gattai.

Nascido em 1940 em um povoado chamado Junco, hoje a cidade de Sátiro Dias, no sertão da Bahia, Antônio Torres estudou em Salvador, onde começou a trabalhar como repórter no Jornal da Bahia. Também foi publicitário em São Paulo, antes de ir para o Rio de Janeiro.


Sua estreia na literatura ocorreu em 1972, com o romance Um Cão Uivando para a Lua. Desde então, publicou outras 15 obras, entre elas os romances Essa Terra (1976) e Um Táxi para Viena D'Áustria (1991), ambos traduzidos para o francês  e que valeram ao escritor a condecoração de Chevalier des Arts et Lettres, concedida em 1998 pelo governo da França.

Antônio Torres também recebeu outros prêmios literários, entre eles o Machado de Assis, da própria ABL, concedido em 2000. Os romances e livros de contos do escritor têm como cenários tanto o meio rural como a vida urbana ou ainda a história do Brasil, como é o caso de Meu Querido Canibal (2000), que relata a saga dos índios tamoios, na época da fundação da cidade do Rio de Janeiro.

Em 2011, Antônio Torres tentou ingressar na academia, mas foi derrotado pelo jornalista Merval Pereira Filho. Os outros escritores que concorriam à Cadeira 23 são Blasco Peres Rego, Eloi Angelo Ghio, José Wiliam Vavruk, Felisbelo da Silva e Wilson Roberto de Carvalho de Almeida.


* Colaborou Paulo Virgílio

terça-feira, 5 de novembro de 2013

11ª Bienal do Livro da Bahia tem autores baianos como destaque

Fonte: Ibahia.
Edição: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação Itinerante do Blog MUSIBOL)


Evento acontece entre os dias 8 e 9 de novembro, no Centro de Convenções

Reunindo mais de 170 autores dos mais diversos estilos e gêneros literários, acontece, entre os dias 8 e 9 de novembro, no Centro de Convenções, a 11ª edição da Bienal do Livro da Bahia. Serão realizados debates, leituras públicas e sessões de autógrafos, distribuídos nos espaços Café Literário, Território Jovem e Praça de Poesia e Cordel.

Um dos destaques desta edição é a participação do escritor João Ubaldo Ribeiro, que participa pela primeira vez do evento, a ialorixá Mãe Stella de Oxóssi e a cordelista Maísa Miranda. Participam também José Carlos Capinam, Antônio Torres, Ruy Espinheira Filho, Adelice Souza, James Martins, Feizi Milani e Gessy Gesse, dentre outros.

Cultura afro - A literatura negra e a cultura afro-brasileira são os temas que norteiam o tributo a autores que representaram a Bahia, como o historiador e ex-diretor da Fundação Pedro Calmon, Ubiratan Castro. Para marcar a ocasião, serão realizadas batalha de MC’s, Oficina de Escrita e um bate-papo seguido de sessão de autógrafos com o ator e escritor Aldri Anunciação, vencedor do Prêmio Jabuti na categoria Juvenil com a obra 'Namíbia, Não!'.

Confira os principais autores baianos participantes da 11° Bienal do Livro Bahia:


Adelice Souza – Formada em Comunicação e Direção Teatral, a doutoranda em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) é autora de quatro livros publicados: três de contos e um romance: 'O homem que sabia a hora de morrer', fruto de um projeto contemplado pela Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Literária e pela Fundação Pedro Calmon, no edital de Apoio à Edição de Livros de Autores Baianos. Como dramaturga, escreveu cinco textos para teatro, com três já encenados e dois inéditos. Já na área de Direção, assina nove montagens teatrais.

Antônio Risério – Antropólogo, poeta e ensaísta, participou de movimentos estudantis e de contracultura. Implantou a televisão educativa, as fundações Gregório de Mattos e Ondazul, além do hospital Sarah Kubitschek, na Bahia. Participou ativamente do projeto para a  fundação do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, e escreveu os livros 'Carnaval Ijexá, Caymmi: Uma Utopia de Lugar', e 'Uma História da Cidade da Bahia', dentre outros.


Antônio Torres - Nascido em Sátiro Dias, no sertão da Bahia, foi jornalista em Salvador e São Paulo, onde se tornou redator de publicidade, atividade à qual se dedicou também em Portugal e no Rio de Janeiro. Estreou na literatura em 1972, com o romance 'Um cão uivando para a Lua', considerado pela crítica a revelação daquele ano. Seus livros, que passeiam por cenários rurais urbanos e da História, têm  várias edições no Brasil e traduções em diversos países como Argentina, Cuba, Estados Unidos, França, Espanha, Alemanha, Itália, Holanda, Inglaterra e Israel. Seu romance 'Essa terra' está  em processo de tradução na Bulgária, Albânia e Vietnã.

Feizi Milani - Conferencista Internacional, Escritor, Professor Universitário, Empreendedor Social e Médico. Com o Instituto Nacional de Educação para a Paz e os Direitos Humanos (IMPAZ) organiza oficinas para adolescentes e jovens em torno dos temas da ética, paz e cidadania. O  IMPAZ prioriza o combate à violência doméstica, de gênero e das ruas com base em um modelo de prevenção com ênfase em valores como paz, diversidade, respeito, justiça, solidariedade e empatia.


Gessy Gesse – Considerada uma das estrelas do Cinema Novo, também é conhecida como a musa baiana de Vinícius de Moraes. Foi  esposa do artista e lançou, em 2013, a obra  'Minha vida com o poeta', em que detalha sua experiência e outras particularidades ao lado  do poetinha. Atualmente, Gessy Gesse trabalha como produtora cultural.

João Filho – Poeta e escritor, foi revelação da Feira Literária Internacional de Paraty (FLIP) em 2005. Escreveu os livros de contos ‘Encarniçado’ e ‘Ao longo da linha amarela’. Participou da Primavera dos Livros em 2003 (Rio-São Paulo) e do Rumos Itaú Cultural em 2004, 2007 e 2011. Tem contos publicados nas antologias: Contos sobre tela (Ed. Pinakotheke, 2005); ‘Terriblemente felices’. ‘Nueva narrativa brasileña’ (Emecé Editores, 2007, Argentina); ‘Travessias singulares’ — Pais e filhos (Ed. Casarão do Verbo, 2008) ‘90-00: cuentos brasileños contemporâneos’ (Ed. Copé, 2009, Peru); Geração Zero Zero, fricções em rede (Ed. Língua Geral, 2011). Dono de uma prosa inventiva e visceral, o autor mescla experimentação linguística, violência urbana e metafísica, tendo sido comparado a Guimarães Rosa e Graciliano Ramos.


João Ubaldo Ribeiro - Bacharel em Direito pela Universidade Federal da Bahia, jamais chegou a advogar.  Pós-graduado em Administração Pública pela mesma universidade e mestre em Administração Pública e Ciência Política pela Universidade da Califórnia do Sul, João Ubaldo Ribeiro é um dos mais destacados escritores do país. Desde 1993, ocupa a cadeira de número 34 da Academia Brasileira de Letras e recebeu o Prêmio Camões de 2008, a maior premiação para autores da língua portuguesa. Sua formação literária teve início ainda nos primeiros anos de estudante e foi um dos jovens escritores brasileiros que participaram do International Writing Program da Universidade de Iowa.


José Carlos Capinam – Nascido na cidade baiana de Esplanada, é considerado um dos grandes letristas de sua geração. Poeta desde a adolescência, mudou-se para Salvador aos 19 anos, onde iniciou o curso de Direito na Universidade Federal da Bahia e integrou o movimento tropicalista no final da década de 60. Após um período em São Paulo, voltou à Bahia para cursar medicina e até chegou a exercer a profissão, mas sem deixar as composições de lado. Compôs com Gilberto Gil o clássico 'Soy Loco por Ti, América', e integra o histórico disco 'Tropicália' de 1968, ao lado de Caetano, Gil, Mutantes, Gal Costa, Tom Zé, Rogério Duprat e Torquato Neto.

Jotacê Freitas - Nascido em 1964 em Senhor do Bonfim, adotou a capital baiana como moradia e trabalhou como fiscal da prefeitura na Feira de São Joaquim. Cursou Letras na Universidade Federal da Bahia, onde começou a pesquisar a literatura popular. A partir daí, passou a admirar o cordel e a fazer a sua própria produção. Atualmente, tem mais de 80 cordéis publicados onde aborda vários temas  que transcorrem por temáticas educativo-instrutivas, políticas, informativas e históricas como “Cuíca de Santo Amaro, o tal poeta desbocado!”. Como professor e palestrante, exercita a prática de ensinar a escrever cordel.


Mãe Stella de Oxossi - Stella de Azevedo dos Santos é a primeira mulher negra e mãe-de-santo a assumir o posto de 'imortal' pela Academia de Letras da Bahia (ALB), onde foi eleita por unanimidade em 2013. Mãe Stella ocupa a cadeira 33, cujo patrono é o poeta abolicionista Castro Alves. O último imortal a ocupar o assento foi o historiador baiano Ubiratan Castro. Enfermeira de formação, doutora honoris causa da Uneb e articulista do Jornal A Tarde, Stella tem seis livros publicados na área do candomblé.

Maísa Miranda – Está entre as poucas cordelistas da Bahia. É Mestra em Literatura, nascida na região de São Felix, recôncavo da Bahia. Sua primeira produção foi o 'ABC da Ribeira', contemplada do alto da Colina Sagrada, fazendo referencia ao bairro da Cidade Baixa de Salvador, lugar de onde Maísa guarda grandes recordações e que hoje desenvolve trabalhos com a linguagem poética do cordel na escola publica Costa e Silva onde leciona.


Nadya São Paulo - É formada em Gestão e Design de Moda pela UNIFACS e trabalhou como bancária. Tem grande paixão pelas artes em geral e desde criança é leitora voraz dos livros de suspense e policiais. A partir daí surgiu um grande desejo de criar suas próprias histórias, dentre elas o romance Morte no Litoral: Um crime quase perfeito e Assassinato no Baile de Debutantes. Em 2010, a autora foi contemplada no Edital de Apoio à Edição de Livros de Autores Baianos pela Secretaria de Cultura da Bahia, através da Fundação Pedro Calmon, com o romance O Mistério da Casa na Praia.

Roberval Pereyr –  O poeta baiano nasceu em Feira de Santana em 1953 e é um dos mais ativos militantes da poesia no país. Cofundador da revista Hera, junto com o poeta Antônio Brasileiro, é professor de literatura na Universidade Estadual de Feira de Santana. Além de participar em diversas antologias, Pereyr publicou cinco livros de poesia: 'As roupas do nu'; 'Ocidentais'; 'O Súbito Cenário'; 'Concerto de Ilhas'; e 'Saguão de Mitos', e ainda tem inédito o volume 'Nas Praias do Avesso'.


Ruy Espinheira Filho – Nascido em Salvador, cresceu em cidades do Sudoeste baiano. De volta à capital, ingressou no grupo boêmio capitaneado por Carlos Anísio Melhor.  Graduado em Jornalismo, mestre em Ciências Sociais e doutor em Letras pela Universidade Federal da Bahia, também acumula o título de doutor honoris causa pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, UESB.  Nos anos 60, começou a publicar na revista Serial, criada por Antônio Brasileiro. Colaborou ainda com o Pasquim, como correspondente na Bahia, e foi contratado como cronista diário do Jornal da Bahia. É membro da Academia de Letras de Jequié (BA) e da Academia de Letras da Bahia. Ao longo de sua carreira, publicou 18 livros de poemas. Suas obras foram incluídas em diversas antologias no Brasil e no exterior (Portugal, Itália, França, Espanha e Estados Unidos).

Victor Mascarenhas – Escritor e roteirista é autor de 'Cafeína', livro de contos vencedor do Prêmio Braskem Cultura e Arte. Em 2011, foi um dos finalistas do Prêmio OFF Flip e lançou seu segundo livro: 'A insuportável família feliz'. Em 2013, lançou seu primeiro romance: 'Xing Ling – Made in China'. No cinema, foi um dos roteiristas do longo metragem 'Esses moços' (2004) e teve um dos seus contos, 'Leão Marinho', adaptado para as telas pela Oi Kabum! Escola de Arte e Tecnologia em 2010.

Fotos: wikimedia.org / s2.glbimg.com / tribunadabahia.com.br
i4.ytimg.com / 1.bp.blogspot.com / w3.ibsttc.net / cultura.ba.gov.br / retina78.com.br

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Debate sobre história e cidadania encerra segundo dia da Flica

Fonte e fotos: Ibahia
Edição: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação Itinerante do Blog MUSIBOL)

Eduardo Bueno e Laurentino Gomes em animado bate-papo
sobre a história do Brasil e também sobre os dias atuais

Debate sobre história e cidadania encerra segundo dia da Flica

Na última mesa desta quinta-feira (24), bate-papo foi protagonizado pelos jornalistas Laurentino Gomes e Eduardo Bueno

Um bate-papo bem-humorado sobre a história do Brasil encerrou o segundo dia da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica). Durante quase duas horas e meia, os jornalistas Laurentino Gomes e Eduardo Bueno, ambos ganhadores do prêmio Jabuti por suas obras, discutiram o processo que transformou o Brasil no país que hoje conhecemos. "O brasileiro espera que o estado resolva tudo por ele. Por isso ele não participa da vida política. Mas o estado não constrói cidadania. Quem constrói a cidadania é a sociedade civil", acredita Laurentino.

Autor dos livros '1808', '1822' e do recém-lançado '1889', Laurentino diz que construir cidadania é o maior desafio nos dias de hoje. "O estado é o espelho da sociedade. O brasileiro às vezes prega o fechamento do Congresso e a volta do general, diz que todo mundo é corrupto, mas ele próprio joga lixo na rua, fura fila, desrespeita o sinal, coloca o som alto de madrugada sem se preocupar com o vizinho e corrompe o agente público se for do seu interesse. Isso é antirrepublicano".

Sempre bem-humorado e arrancando gargalhadas do público, Eduardo Bueno concorda. Para ele, é costume do brasileiro culpar os políticos por todos os problemas do país. "Mas somos agentes históricos, e fazemos escolhas todos os dias. Escolhemos se faremos ou não exercício, se vamos comer uma comida melhor ou não", pontua.

Carola Saavedra, Laurentino Gomes, Fabrício Carpinejar e Sylvia Day

À luz das recentes discussões sobre a censura de biografias não autorizadas, Laurentino disse: "Não tenho nada contra biografias 'chapa branca'. Mas não podemos proibir as biografias não autorizadas, porque assim estaremos engessando a história", opina.

Dono de um discurso politizado, o escritor também falou sobre as manifestações que ocorreram recentemente no país: "Não devemos nos assustar com as manifestações, elas são parte da democracia. Apesar de democracia não se fazer no grito, ela é também um sinal de vitalidade, especialmente por parte dos jovens. Significa que os jovens se interessam, sim, pela vida política".

A programação da Flica continua nesta sexta-feira (25), às 10h, com a mesa 'O Não Legado da Literatura', com o escocês Ewan Morrison e o mineiro Sérgio Rodrigues.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

João Ubaldo Ribeiro é confirmado na Bienal do Livro da Bahia

Fonte e Foto: Ibahia.
Edição: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante do Blog MUSIBOL)


O evento será realizado de 08 a 17 de novembro, no Centro de Convenções

O escritor João Ubaldo Ribeiro vai participar da 11ª edição da Bienal do Livro da Bahia, no dia 17 de novembro, na sessão de gala de encerramento do Café Literário. Segundo informações da Coluna Vip, do jornal Correio*, desta sexta (04), essa será a estreia do baiano na Bienal do estado.

O evento se inicia no dia 08 do mês que vem e vai receber cerca de 100 autores do Brasil e de fora do país, no Centro de Convenções. A feira contará com 385 expositores divididos em 16 mil m². João Ubaldo é membro da Academia Brasileira Letras e ganhador do Prêmio Camões de 2008, entre seus livros publicados estão 'Sargento Getúlio', 'O Sorriso do Lagarto' e 'A Casa dos Budas Ditosos'.

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