Por: Iolando Lourenço e Ivan
Richard. Fonte e fotos: Agência Brasil
Serrinha, BA (da redação itinerante
do Blog MUSIBOL)
A Comissão de Direitos Humanos e
Minorias da (CDHM) Câmara aprovou ontem (3) requerimento para restringir o
acesso às reuniões do colegiado a deputados, assessores, convidados e à
imprensa. De autoria do presidente da comissão, deputado Pastor Marco Feliciano
(PSC-SP), a iniciativa visa a impedir as manifestações durante as sessões da
comissão.
Na quarta reunião da comissão sob
o comando de Feliciano, mais uma vez manifestantes defensores dos direitos dos
homossexuais e dos negros foram impedidos de entrar no plenário. Na semana
passada, eles não puderam acompanhar os debates dentro da sala da comissão. As
duas primeiras reuniões da CDHM tiveram que ser canceladas devido aos protestos
contra o presidente da comissão, que é acusado de homofobia e racismo.
Na noite de terça-feria (2), Feliciano
encaminhou ofício à presidência da Câmara informando que o acesso ao plenário
hoje seria “aberto, entretanto, com acesso restrito”. “Usei o Regimento
Interno, o Artigo 41, Parágrafo 2, em que cabe ao presidente da comissão manter
a ordem, e a ordem precisa ser mantida”, disse o presidente da CDHM ao final da
reunião de hoje.
Ele argumentou que na semana
passada algumas pessoas se machucaram em meio aos protestos contra a sua
permanência no cargo. Feliciano negou que a reunião tenha sido fechada, apesar
de não contar com a presença de representantes da sociedade.
“Não é a portas fechadas, vocês
[da imprensa] estão aqui. Isso aqui não foi reservado, a reunião não foi
reservada, não tentem colocar palavras na minha boca. A reunião foi aberta, com
restrições. Na semana passada houve tumulto, pessoas acabaram se machucando.
Então, cabe a este presidente [tomar providências]”, declarou o pastor.
Feliciano confirmou que pretende
participar da reunião do Colégio de Líderes, na próxima terça-feira (9), que
vai discutir o futuro dele na comissão. “Fui convidado ontem, porque até então
não havia sido convidado formalmente. Estarei junto com o Colégio de Líderes,
quero ouvir o que eles têm a falar e vou levar a pauta propositiva que nós
temos. Mostrar que a comissão não está parada. Estou feliz demais de poder
colocar a pauta da Comissão de Direitos Humanos na pauta do Brasil”, disse.
Perguntado se estaria sensível
aos argumentos dos líderes que querem convencê-lo a deixar a presidência da
CDHM, Feliciano declarou: “Desde que não seja para eu renunciar, estarei
[sensível].”
Durante a sessão de hoje, a CDHM
também aprovou moção de repúdio ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por
declarações consideradas homofóbicas, e requerimento para discutir a situação
dos índios no país. Também foi aprovado requerimento para que integrantes da
comissão viagem até a Bolívia para acompanhar a situação dos torcedores
corintianos presos no país.
Hoje, as manifestações pela saída
de Feliciano atrapalharam os trabalhos de outras comissões próximas à CDHM. O
diretor-geral da Câmara, Sérgio Sampaio, foi acionado pelos presidentes para
tomar providências no sentido de viabilizar as reuniões de outros colegiados.
Sampaio informou à Agência Brasil que pretende se reunir com o presidente da
Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para discutir o assunto.






0 comentários:
Postar um comentário