Por: Wellton Máximo. Fonte: Agência
Brasil
Fotos: textileindustry.ning.com / brasilatualidades.com.br
Serrinha, BA (da redação itinerante
do Blog MUSIBOL)
A ampliação do número de setores
incluídos na desoneração da folha de pagamento fará o governo deixar de
arrecadar R$ 16 bilhões este ano e R$ 19 bilhões em 2014. A estimativa foi
repassada ontem (3) pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda,
Marcio Holland de Brito. Somente com os novos setores, a renúncia fiscal
atingirá R$ 1,7 bilhão em 2013 e R$ 1,9 bilhão no próximo ano.
Segundo o secretário, a conta
representa a desoneração efetiva. Ela considera a elevação de 1 ponto
percentual de dois tributos – o Programa de Integração Social (PIS) e a
Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) – para as
mercadorias importadas dos setores beneficiados. A elevação da alíquota
compensa parcialmente a perda de receita da Previdência Social com o novo
regime.
Publicada hoje no Diário Oficial
da União, a lei que ampliou a desoneração da folha de pagamento incluiu mais 27
segmentos da economia no regime de desoneração. Agora, o total de setores
contribuem para a Previdência pelo novo modelo subiu para 42.
O benefício abrange empresas da
área industrial, de serviços, de transportes e do comércio varejista Com a
desoneração, as que contribuem ao INSS com 20% da folha de pagamento passarão a
pagar 1% ou 2%, dependendo do setor.
Segundo Holland, apesar da perda
de receita para o governo, a desoneração da folha de pagamentos traz vantagens
para a economia. Em primeiro lugar, o novo modelo reduz os custos trabalhistas,
ao fazer as empresas pagar menos à Previdência Social. Segundo, diminui as
pressões sobre o fluxo de caixa porque os empregadores recolhem menos quando
faturam menos e pagam mais quando a entrada de dinheiro em caixa aumenta.
O secretário destacou ainda que o
novo sistema melhora a competitividade dos produtos brasileiros no exterior
porque o faturamento das empresas com as exportações está isento da
contribuição para a Previdência e o governo aumentou a alíquota do PIS e da
Cofins para os produtos importados dos setores beneficiados.
Por se tratar de uma medida provisória
editada em setembro do ano passado e só agora convertida em lei, os benefícios
já estavam em vigor antes da sanção pela presidenta Dilma Rousseff. Para 25
setores, a desoneração valia desde 1º de janeiro. A desoneração para a
construção civil e o comércio varejista, no entanto, só entrou em vigor na
segunda-feira (1º).
O início da desoneração para
esses dois setores foi adiado porque esses segmentos foram incluídos em outra
medida provisória em dezembro do ano passado. Além disso, a Constituição determina
que qualquer nova contribuição (tributária ou para a Previdência Social) só
pode começar a ser cobrada 90 dias depois de instituída.






0 comentários:
Postar um comentário