Por: Carolina Gonçalves. Fonte: Agência
Brasil.
Ao longo da semana, as
autoridades moçambicanas também vão acompanhar o trabalho de outra central em
Rondonópolis, Mato Grosso, e a fábrica de transformação de plástico do InPEV,
instituto que representa a indústria fabricante de defensivos agrícolas, em
Taubaté, São Paulo, onde é encerrado o ciclo de vida das embalagens de
defensivos agrícolas pós-consumo.
Fotos: ruralbr.com.br / agenciabrasil.ebc.com.br
Serrinha, BA (da redação itinerante
do Blog MUSIBOL)
Autoridades de Moçambique, na
África, ligadas às áreas de defensivos agrícolas, meio ambiente, agricultura e
alimentação, chegaram ontem (3) ao Brasil para conhecer o sistema de logística
reversa de embalagens vazias de agrotóxicos utilizados no campo. Os africanos
querem entender como funciona a cadeia de gestão pós-consumo, desde a entrada
das embalagens vazias nas unidades de recebimento até a destinação final, que
prevê reciclagem ou incineração do material.
Em 2012, foram recolhidas mais de
37 mil toneladas de embalagens e a expectativa é que, este ano, o sistema
recolha 40 mil toneladas. A cadeia tornou-se obrigatória há dez anos,
envolvendo a responsabilidade de todos os agentes, desde os fabricantes das
embalagens, responsáveis pela reciclagem ou destruição da embalagem, até os
comerciantes que têm de estocar o produto para o recolhimento e o agricultor
que tem a obrigação de devolver a embalagem nos postos de venda do produto.
A agenda da delegação de
Moçambique, que prevê compromissos até o próximo dia 8, começa no Paraná, onde
os africanos vão visitar a central de recebimento de embalagens vazias de
Francisco Beltrão. No local, ocorre a devolução e o recebimento de embalagens
lavadas e não lavadas, a inspeção, a classificação do material, a emissão de
comprovante de devolução, a separação das embalagens por tipo, a compactação e
a emissão de ordem de coleta.
A previsão é que a delegação seja
integrada pelo coordenador nacional do Projeto de Eliminação de Pesticidas
Obsoletos em Moçambique, Khalid Cassam, do diretor nacional dos Serviços
Agrários do país, Mahomed Rafik Vala, do diretor de Meio Ambiente da Agência de
Controle de Qualidade do Ministério Para Coordenação Da Ação Ambienta, Daude
Mahomede, do representante da Indústria de Defensivos Agrícolas, Alexandre
Pelembe e do técnico do Grupo de Pesticidas de Redução de Risco da Organização
para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas, Richard Thompson.






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