Por: Stênio Ribeiro. Fonte: Agência
Brasil.
Fotos: sfiec.org.br / jornaldamulher.org
Serrinha, BA (da redação itinerante
do Blog MUSIBOL)
A melhora na economia em 2013,
que teve um crescimento de 0,9% em 2012 e desempenho negativo na indústria com
queda de 0,8% no mesmo período, depende de expansão dos investimentos e do
aumento da competitividade. A avaliação é do presidente da Confederação
Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade.
Andrade disse que a agenda do
investimento no Brasil é extensa e deve incluir incentivos à poupança interna,
em consonância com os instrumentos de política cambial, monetária e fiscal. “O
país precisa elevar os investimentos públicos e garantir o êxito dos programas
de concessão e das parcerias público-privadas nas obras de infraestrutura”,
disse.
No entender do presidente da CNI,
o fraco desempenho da economia em 2012 se caracterizou pelo descompasso entre a
expansão do consumo das famílias, que cresceu 3,1%, e dos investimentos, que
caíram 4%. Com isso, a participação dos investimentos no Produto Interno Bruto
(PIB) baixou de 19,3% para 18,1%, comparado a 2011, no mesmo patamar de 2009.
Essa participação é a menor taxa
de investimento entre os países em desenvolvimento e entre os principais
emergentes. Na China, esses índices representam 47,8% do PIB; na Índia, 36%; na
Rússia, 23,5%; e na África do Sul, 21%. Um dos fatores que explicam a taxa de
investimento no Brasil é a poupança interna, cuja participação no PIB foi
apenas 14,8% em 2012, o mesmo nível de 2002, e com poupança baixa, faltam
recursos para investimentos.
A presidenta da Confederação da
Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (PDS-TO), disse que o recuo de 2,3% no
desempenho da agropecuária reflete os efeitos da seca no período de
desenvolvimento das culturas e do excesso de chuva na época da colheita.
O desequilíbrio climático,
segundo Kátia Abreu, provocou perdas significativas na renda do produtor e na
cadeia produtiva, o que reforça a necessidade de se aperfeiçoar os instrumentos
de gestão de risco no agronegócio brasileiro; em especial do seguro rural. “É a
única maneira de manter a renda estabilizada e o nível de investimentos,
minimizando os reflexos do setor”, disse.
Kátia Abreu disse que o
agronegócio caiu 1,89% no ano passado. Ela está otimista, porém, quanto à
possibilidade do setor retomar o dinamismo neste ano, em função da estimativa
de uma safra recorde, avaliada em 184 milhões de toneladas de grãos e de 596
milhões de toneladas de cana-de-açúcar.






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