Por: Iolando Lourenço. Fonte: Agência Brasil.
Erika Kokay disse que o PMDB e o
PSDB cederam, cada um, as duas vagas que tinham na comissão, e o PP cedeu a sua
ao PSC. Com isso, o PSC passou a ter cinco cargos de titular na CDH e três de
suplente, enquanto o PMDB, o PSDB e o PP ficaram sem representação. “Isso fere
o princípio da proporcionalidade e a vontade do povo ao eleger seus
representantes. Temos disposição de recorrer da eleição, vamos discutir como
devemos fazer isso.”
Fotos: ebc.com.br / blogay.blogfolha.uol.com.br
Serrinha, BA (da redação itinerante
do Blog MUSIBOL)
A eleição do deputado Pastor
Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e
Minorias da Câmara, na semana passada, ainda gera polêmica e protestos. Parlamentares ligados à defesa dos direitos
humanos vão se reunir na liderança do PT, para buscar meios de anular a eleição
de Feliciano e também para discutir a criação de uma frente parlamentar de
direitos humanos.
Segundo a deputada Erika Kokay
(PT-DF), o grupo pretende contestar a eleição de Marco Feliciano por três
motivos: primeiro pela indicação dele para a presidência da comissão, na qual o
PSC não tinha direito a representação; segundo, porque foi eleito em reunião
fechada, sem que houvesse ato formal da Mesa da Câmara para isso; e terceiro,
pelo princípio da proporcionalidade partidária, que não foi respeitado.
A contestação ao nome de
Feliciano para presidir a CDH começou mesmo antes de ele ser indicado para o
cargo, por causa de declarações dele consideradas racistas e homofóbicas. O
deputado diz que não é racista, nem homofóbico e atribui a resistência a seu
nome a perseguição e preconceito por ele ser pastor evangélico.
De acordo com Erika Kokay,
deverão participar da reunião de amanhã os deputados Chico Alencar e Jean
Wyllys, ambos do PSOL do Rio de Janeiro, os petistas Domingos Dutra (MA),
Nilmário Miranda (MG), Padre Luiz Couto (PB) e Padre Ton (RO), e a deputada
Luiz Erundina (PSB-SP), entre outros.






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