Por: Débora Zampier. Fonte e foto:
Agência Brasil.
Serrinha, BA (da redação itinerante
do Blog MUSIBOL)
Jovens cientistas de todo o país
estão em Brasília neste fim de semana para apresentar projetos voltados à melhoria da qualidade de
vida de idosos. Depois de meses de estudo em grupo, eles desenvolveram
protótipos avançados de tecnologia robótica que pretendem lançar futuramente no
mercado.
Os cientistas são crianças e
adolescentes com idade entre 9 e 14 anos, que representam colégios públicos e
privados de todo o país no Torneio de Robótica First Lego League. Realizado
desde 2004, o evento tornou-se referência para os jovens que querem mudar o
mundo sem abrir mão do que mais gostam: diversão, tecnologia e interatividade.
Orientados por técnicos e
mentores, os adolescentes fazem pesquisa social e tecnológica para desenvolver
protótipos que poderiam ter saído de qualquer universidade. Estudantes de um
colégio estadual em Santa Rita do Sapucaí (MG) desenvolveram uma dupla de
relógios em que a variação de pressão no idoso aciona alarme na unidade que
fica com seus filhos ou responsáveis. A localização é enviada por GPS.
“A proposta vai ao encontro da
demanda do Brasil por mão de obra qualificada em tecnologia, que está sendo
importada. Queremos despertar o jovem para esse mundo”, explica Marcos Wesley,
do Instituto Aprender Fazendo. A cada ano, além de torneios que testam a
agilidade na operação de robôs, os participantes têm que apresentar projetos
voltados para a melhoria da sociedade em que vivem. Neste ano, foi a vez da
terceira idade.
No estande de Catalão (GO),
estudantes apresentam um relógio diferente para os esquecidos. Os alarmes são
programados para avisar sobre remédios e dosagens que devem ser ingeridos.
Símbolos substituem os números na opção pensada especialmente para analfabetos.
“Pela nossa pesquisa, entendemos que o idoso tem suas limitações, mas quer ser
independente”, explica Luiz Dias, técnico da equipe.
O grupo que representa o Rio de
Janeiro (RJ) apostou em um mecanismo que lê ondas cerebrais para movimentar
objetos. “Pode ser usado para assentos e camas subirem e descerem, ajudando
idosos com problema no joelho ou de locomoção”, explicam. Embora todas as
ideias pareçam dignas de prêmio, apenas três das 60 equipes disputarão torneios
na Europa e nos Estados Unidos.
Envolvido com o projeto há quase
dez anos, César Barscevicius, 20 anos, diz que o torneio criou uma nova geração
de jovens que vivem pesquisa e tecnologia o ano todo. “O brasileiro se destaca.
Por não termos tantos recursos, acabamos usando mais a criatividade”, diz ele,
que ganhou campeonato na Europa em 2010.
Todos os estudantes ouvidos pela
Agência Brasil disseram que pretendem seguir na área de tecnologia,
especialmente pela possibilidade de bons empregos e de “criar coisas novas que
não precisam de manual”.





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