Por: Carolina Gonçalves. Fonte: Agência Brasil.
O diagnóstico preliminar feito
pelos representantes brasileiros de direitos humanos e direitos femininos
considera não só o número de mulheres traficadas, mas os locais onde a
comunidade brasileira é mais expressiva, onde existe apoio diplomático mais
efetivo, como consulados e embaixadas, e onde há presença de autoridades
policiais brasileiras, como adidos da Polícia Federal.
Fotos: mulheresnopoder.com.br / horarural.blogspot.com
Serrinha, BA (da redação itinerante
do Blog MUSIBOL)
A Central de Atendimento à
Mulher, usada pelos parentes e as vítimas do tráfico de pessoas e outros tipos
de violências contra as mulheres cometidas no exterior, vai ser ampliada para
mais dez países na América do Sul, América Central e Europa ainda neste ano. O
serviço, conhecido como Ligue 180, coordenado pela Secretaria de Políticas para
as Mulheres, no Brasil, já funciona em Portugal, Espanha e Itália, desde 2011.
O Ligue 180 foi determinante, por exemplo, para o resgate de quase 40 mulheres
brasileiras e estrangeiras, no ano passado, que estavam sendo exploradas
sexualmente em Ibiza e Salamanca, na Espanha.
A lista dos países onde o serviço
será instalado ainda não foi divulgada pelo governo. De acordo com a diretora
de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da SPM, Ana Teresa Iamarino, o
governo brasileiro tem acompanhado a situação em pelo menos 22 países. Mas por
enquanto as negociações só avançaram com autoridades das 10 regiões que serão
divulgadas nos próximos dias.
“A realidade da violência é uma
preocupação em qualquer parte do mundo”, disse ela, ao explicar que o governo
brasileiro segue alguns critérios antes de negociar a instalação da central de
atendimento em outros países.
“Depois, ainda levantamos os
serviços que já existem no país, porque temos que garantir o mínimo da rede de
retaguarda no local, principalmente, para os casos de maior emergência”, disse
a diretora do SPM.
Pelos padrões criados para que o
serviço funcione no exterior, o Ligue 180 precisa ser uma fonte de informações
sobre tráfico, outros tipos de violência e direitos para mulheres que estão no
exterior e garantir a orientação adequada para que as vítimas consigam apoio
das instituições locais especializadas ou dos consulados, no caso de pessoas
que querem voltar para o Brasil, mas não conseguem.
“A gente tem conseguido muitos
avanços, mas infelizmente ainda vivenciamos diversas formas de violência contra
a mulher. Estamos sempre procurando ampliar nosso atendimento para dar o apoio
necessário a essas vítimas e estamos sempre em negociações com outros países”,
disse ela.
Ana Teresa descartou a ampliação
do serviço para os países da Ásia, África e Oceania neste ano. No caso dos
Estados Unidos e Canadá, as negociações estão em andamento e os países têm
todas as condições para receber a central de atendimento, mas ainda não há
sinalização de uma data para que o serviço funcione na América do Norte.
Na próxima sexta-feira (8),
quando se comemora o Dia Internacional da Mulher, a Agência Brasil vai publicar
uma série de matérias especiais destacando os avanços, conquistas e os desafios
que as mulheres brasileiras ainda enfrentam no seu dia a dia.







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