Por: Daniel Lima. Fonte e fotos: Agência
Brasil.
Já o presidente da CNT, Clésio
Andrade, falou sobre a dificuldade de o país atrair investimentos estrangeiros
e nacionais para portos, rodovias e aeroportos. Ele criticou as propostas do
governo para atrair os investimentos, apresentadas a empresários em São Paulo,
no início de fevereiro, e depois a investidores estrangeiros, em viagem de
Guido Mantega a Nova York.
Serrinha, BA (da redação itinerante
do Blog MUSIBOL)
Economia
O ministro da Fazenda, Guido
Mantega, descartou hoje (6) qualquer tipo de compensação para o aumento do
diesel que entrou em vigor nesta quarta-feira. Ele respondeu a jornalistas que
cobrem as atividades do ministério e queriam saber se haveria redução na
cobrança de tributos para compensar reajuste de 5% do combustível nas
refinarias. “Não, não vai ter nenhuma compensação”, garantiu Mantega.
A compensação foi usada pelo governo
em junho do ano passado para impedir que o aumento na gasolina e no diesel
chegasse às bombas. Na ocasião, o governo zerou a alíquota da Contribuição de
Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para os dois combustíveis, evitando que
o ajuste alimentasse a inflação.
Antes da manifestação de Mantega,
o presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Clésio Andrade,
havia criticado o reajuste. Segundo ele, o aumento gera pressão inflacionária,
pois 60% das cargas são transportados pelas rodovias do país com veículos
movidos a diesel. Ele disse ainda que o impacto no preço do frete deve alcançar
1,25%.
Clésio Andrade foi ao Ministério
da Fazenda para reunião de Mantega e representantes de entidades empresariais.
Participaram do encontro dirigentes da Confederação Nacional da Indústria
(CNI), Confederação Nacional do Comércio (CNC), Confederação da Agricultura e
Pecuária do Brasil (CNA), Federação Brasileira de Bancos (Febraban),
Confederação Nacional do Transporte (CNT) e Confederação Nacional de Serviços
(CNS).
A presidenta da CNA, Kátia Abreu,
também presente ao encontro, reclamou de limitações ao direito do contribuinte
nas ações em tramitação na Receita Federal que, segundo ela, é quase
inexistente nos conselhos de contribuintes. “A grita é geral. Não é nem sobre a
carga tributária, mas sobre o direito do contribuinte, que é quase inexistente.
O Fisco sempre tem razão”, disse.
“Às vezes, as empresas terão
dificuldades de não seguir esses projetos à frente e o país pode ficar em uma
situação pior. Acho que tem que dar uma reavaliada nos projetos. Tem que
colocar os projetos na rua, as licitações, para começar a ter investimentos”,
destacou.
Andrade também avaliou que as
desonerações chegaram ao limite e, mesmo que sejam apresentadas novas reduções
de impostos, não será mais a solução. Para o presidente da CNT, essas medidas
foram um paliativo para a economia, porque aumentou o consumo e,
consequentemente, o emprego, mas argumentou que essa política tem limites.
“Chega uma hora que o governo tem
que colocar de volta o valor desses impostos e a situação poderá ficar pior,
com impactos na inflação”, lamentou. Andrade defendeu ainda que a melhor
maneira para levar o país ao crescimento é o investimento em infraestrutura.
O presidente da CNI, Robson
Andrade, projeta até um crescimento da economia acima de 3% . Na avaliação
dele, esse crescimento, no entanto, ainda está muito focada na questão do
consumo, que, por outro lado, não representa necessariamente investimentos.
“O suprimento desse consumo
representa o aumento das importações. É isso que estamos discutindo. Precisamos
de medidas mais duras e eficazes de defesa comercial, que já estão gestadas,
mas precisam ser implantadas”, defendeu.






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