Fonte: Agência Brasil.
Para Samantha, a solução só veio
quando saiu de casa e retornou para a casa dos pais. “As mulheres são
condicionadas a entender que dependemos de um homem para ser feliz, no entanto,
quando descobri que minha felicidade estava distante, saí de casa com R$ 10, a
roupa do corpo e o denunciei na Delegacia da Mulher. Ele teve que prestar
serviços por dois anos e prestou auxilio com cestas básicas".
Fotos: pstual.blogspot.com / pstu.org.br
Serrinha, BA (da redação itinerante
do Blog MUSIBOL)
Para comemorar o Dia
Internacional da Mulher, centenas de
pessoas, em sua maioria mulheres, fizeram uma passeata da Candelária à
Cinelândia, no centro do Rio, para reivindicar os direitos da mulher e lutar
contra o machismo. A organização não governamental (ONG) Casa das Mulheres
Trabalhadoras (Camtra) aproveitou a manifestação para denunciar abusos sexuais
contra as mulheres, sucessivos atos de violência e descaso das instituições
públicas no atendimento à mulher.
"A passeata é um ato
organizado por diferentes frentes da sociedade insatisfeitos com a violência,
tais como estudantes, sindicatos, movimentos feministas, para ter acesso aos
seus direitos. É lógico que o índice de homicídios contra as mulheres tem
aumentado. Isso acontece pelas denúncias contra os seus agressores. Agora, elas
denunciam, mas devido à demora da aplicação e rigidez da lei e ausência de
ações das políticas públicas, muitas acabam morrendo antes do atendimento da
polícia", diz a coordenadora da Camtra, Eleuteria Silva.
Uma vítima de violência doméstica
é a auxiliar de creche Samantha Guedes. Durante três anos em que esteve casada,
ela foi vítima de agressões físicas e de cárcere privado. “Nos primeiros quinze
dias levei uma surra e depois os atos aconteceram sucessivamente. Não optei por
ter filhos, porque não queria pôr um filho no mundo para sofrer mais".
Para a aposentada Cleonir Alves,
de 72 anos, fundadora da ONG Conselho de Mulheres da zona oeste, apesar do dito
popular “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”, é preciso interferir
e denunciar a violência. “O meu pedido é que haja mais policiamento, na zona
oeste, porque falta segurança. Outra luta é por uma Delegacia da Mulher, não dá
pra conviver com tanta violência. Então o pedido foi encaminhado ao gabinete do
governador e até agora estamos esperando". Um dossiê da Polícia Civil,
divulgado no ano passado, mostra que a zona oeste do município do Rio é a
região com maior índice de violência contra a mulher no estado.






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