Por: Vitor Abdala. Fonte: Agência
Brasil.
No acumulado dos 12 meses, a
inflação oficial chega a 6,31%, taxa acima dos 6,15% acumulados até janeiro. Na
inflação acumulada, os alimentos e serviços têm impacto importante, com
inflações de 12,48% e 8,65%, respectivamente.
Fotos: foixico.com / smabc.org.br
Serrinha, BA (da redação itinerante
do Blog MUSIBOL)
A queda média de 15,17% nas
tarifas de energia em fevereiro deste ano foi a principal responsável pela
redução da taxa de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor
Amplo (IPCA). Segundo dados divulgados ontem (8) pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA, que é a inflação oficial do país, caiu
de 0,86% em janeiro para 0,6% em fevereiro.
Os maiores impactos da redução
das tarifas de energia em fevereiro foram sentidos pelos moradores de Goiânia,
onde houve uma queda de 15,97% na energia elétrica, e Belém, onde os preços das
tarifas caíram 16,57%.
Nos dois primeiros meses do ano,
as tarifas de energia acumularam queda de 18,49% nos preços em todo o país.
Segundo a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina dos Santos, como a
redução se concentrou em janeiro e fevereiro, os consumidores não sentirão mais
o impacto direto dessa política governamental.
Apesar disso, de acordo com a
pesquisadora, como a queda das tarifas de energia também afetou o setor
produtivo nacional, os consumidores poderão sentir o impacto indireto dessa
política, por meio da redução do custo dos produtos e do repasse dessa queda
para o preço final ao consumidor.
Por outro lado, o aumento de 4,1%
no preço da gasolina em fevereiro evitou um impacto maior da redução do custo
da energia elétrica no bolso do consumidor. A alta do combustível contribuiu
para que a inflação de fevereiro deste ano ficasse acima da taxa de fevereiro
de 2012, que foi 0,45%.
“Os [aumentos de preços dos]
alimentos têm como causa principal os problemas climáticos. E os serviços estão
tendo uma demanda grande, principalmente por serviços mais sofisticados, como
cabeleireiros, e são resultado da renda do consumidor”, disse Eulina dos
Santos.
Entre os grandes vilões da
inflação dos alimentos estão a farinha de mandioca, que teve aumento de preços
de 16,15% em fevereiro e acumula alta de 141,33% em 12 meses, e o tomate, com
alta de 20,17% no mês e 89,4% em 12 meses.






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