Por: Marcelo Brandão. Fonte: Agência Brasil
Salvador, BA (da redação
Itinerante do Blog MUSIBOL)
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| Foto: cut.org.br |
O dia de hoje (11) promete ser de intensas manifestações no Brasil.
Os protagonistas são os trabalhadores, que fazem marchas, protestos e
fecham rodovias em todo o país.
As principais reivindicações são pelo fim do fator previdenciário, pela
redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salários,
pela aceleração da reforma agrária e pela aplicação de 10% do Produto Interno
Bruto (PIB) na educação e de 10% do Orçamento da União para a saúde.
Organizações sindicais e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
organizam o ato.
Metalúrgicos e trabalhadores da construção civil, bem como operários de
obras do Programa de Aceleração do Crescimento, devem aderir totalmente ao
movimento. Outras categorias devem parar parcialmente, como bancários e
funcionários da área de telefonia.
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| Foto: vejarondonia.com |
Em São Paulo, por exemplo, está previsto o fechamento da Marginal Tietê,
das avenidas do Estado, da Jacu-Pêssego e da Radial Leste, e das rodovias
Anchieta, Anhanguera, Bandeirantes, Castello Branco, Raposo Tavares, Fernão
Dias, Dutra e Mogi-Bertioga. A partir do meio-dia, trabalhadores farão um
grande ato na Avenida Paulista. No centro do Rio de Janeiro, a concentração
será na Candelária, a partir das 15h. Em Minas Gerais, trabalhadores da educação,
saúde e os eletricitários devem paralisar as atividades.
Outras rodovias também devem ser fechadas por manifestantes. Entre elas
estão a BR-101, no município de Itajaí (SC), a BR-364, em Jaru (RO), as
BRs-324, 101, 242, em Feira de Santana (BA), e a BR-381, em Ipatinga (MG).
Na capital federal, trabalhadores vão se concentrar às 15h no Museu da
República. A Polícia Militar fará o deslocamento de 700 policiais para o local
a partir das 13h.
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| Foto: sidrolandianews.com.br |
“A nossa mobilização é no sentido de pressionar, tanto o Legislativo
quanto o Executivo, para que nossas pautas históricas, que estão há muito tempo
nos dois Poderes, possam avançar”, explicou Carmem Foro, vice-presidente da
Central Única dos Trabalhadores (CUT). Zé Maria de Almeida, da CSP-Conlutas, destacou a continuidade das
manifestações, que começaram em junho. “O protesto vai ser muito forte. Vamos
ter greves em centros grandes. Depois das mobilizações de rua que pararam o
país, entram as entidades organizadas”.
De acordo com o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva
(Paulinho da Força), a intenção dos organizadores não é apenas serem recebidos
pela presidenta Dilma Rousseff. “Esperamos que a presidenta atenda às
reivindicações. Ela precisa atender, ela já sentou para conversar com a gente
três vezes e não resolveu nada. Se ela não atender, vamos continuar nos
mobilizando”.







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