Por: Danilo Macedo. Fonte e foto:
Agência Brasil.
A presidenta Dilma Rousseff disse
ontem (13) que o país, a sociedade e os governos precisam se aproximar, cada vez
mais rápido, da tolerância zero em relação à violência contra a mulher. “Nós
queremos, na verdade, que esse país tenha tolerância abaixo de zero, porque
esse crime envergonha a humanidade”, disse a presidenta lembrando que, em seu
discurso de posse, prometeu honrar as mulheres, defendendo oportunidades iguais
e uma política antidiscriminação.
Serrinha, BA (da redação itinerante
do Blog MUSIBOL)
Dilma participou hoje do
lançamento do Programa Mulher, Viver sem Violência que prevê a construção de
centros chamados Casa da Mulher Brasileira em todas as 27 capitais. O local
contará com serviços públicos integrados de segurança, justiça, saúde, assistência
social, acolhimento, abrigamento e orientação para o trabalho, emprego e renda.
Dilma disse que o programa deve ter um forte componente cultural, mudando
valores e reforçando a autonomia da mulher. “É uma casa de abrigo e de apoio,
mas é uma casa de luta”, disse.
Segundo o Mapa da Violência,
publicado em 2012, pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela)
e pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), mais de 92 mil
mulheres foram assassinadas no país entre os anos de 1980 e 2010, tendo quase
metade dessas mortes se concentrado apenas na última década.
No ano passado, dez mulheres
foram vítimas de maus-tratos a cada hora, segundo dados da Central de
Atendimento à Mulher (Ligue 180).
Juntamente com o programa, a
presidenta Dilma assinou um decreto que aumenta a integração entre os
ministérios da Saúde e da Justiça, com o apoio da Secretaria de Políticas para
as Mulheres para a humanizar o atendimento às vítimas de violência sexual. O
governo vai aprimorar sistemas, protocolos, fluxos e procedimentos de coleta de
materiais das vítimas que sirvam de provas periciais para crimes de estupros.
Segundo o governo, os institutos
médico-legais (IML) e a rede hospitalar de referência terão espaços adequados
para o atendimento à mulher, com investimento de R$ 13,1 milhões. O Ministério
da Justiça aplicará R$ 6,9 milhões, especialmente na compra de equipamentos
policiais para as delegacias especializadas de Atendimento à Mulher (Deam).





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