Por: Victor Longo e Luciana
Rebouças. Fonte: Correio24h
Salvador, BA (da redação
Itinerante do Esporte Comunitário)
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| Foto: Ibahia |
Edital de licitação sai até
setembro; contrato valerá durante 25 anos. A coordenação e fiscalização de todo
o sistema ficará a cargo da Transalvador
A partir de 2014, o sistema de
transporte público urbano de Salvador terá um novo modelo de gestão. A capital
baiana será dividida em três grandes áreas, cada uma delas gerida por um grande
grupo de empresas.
A coordenação e fiscalização de
todo o sistema ficará a cargo da Transalvador. A informação foi obtida ontem
pelo CORREIO, através da Secretaria Municipal de Transporte e Urbanismo
(Semut).
No edital de licitação que está
sendo preparado pela secretaria, a cidade está dividida nas áreas A, B e C. A
área A contemplará a região que vai do Subúrbio Ferroviário até o Comércio. Por
sua vez, a área B é o “miolo”, que vai se Cajazeiras até o Iguatemi, incluindo
a Avenida Paralela e bairros circunvizinhos como Mussurunga e Sussuarana. Por
fim, a área C corresponde à região que abriga a orla atlântica e o Centro da
cidade.
Hoje, 18 empresas que integram o
Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador (Setps) têm
autorização para operar livremente o transporte público da cidade, mas não
existe um regime organizado de concessões. “Hoje não tem concessão, tem uma
autorização precária. O modelo é o do ‘deixa como está para ver como é que
fica’”, critica o titular da Semut, José Carlos Aleluia.
Para participar do novo modelo,
as empresas que responderem ao edital de licitação deverão se agrupar em
sociedades com personalidade jurídica própria (as Sociedades de Propósito
Específico, ou SPEs) e concorrer no
processo licitatório, cujo edital deverá ser aberto à consulta pública ainda
este mês. “Em seguida, até o final de setembro, o edital será oficialmente
aberto”, afirmou Aleluia.
Contrato
Os grupos vencedores farão um
contrato com a prefeitura para operar o sistema de coletivos da cidade durante
25 anos — de 2014 a 2039. Para isso, no entanto, deverão pagar uma taxa mensal
ao Executivo municipal, o chamado valor de outorga. O valor da taxa dependerá
das quantias oferecidas no processo licitatório. A Semut informou que trabalha
com uma expectativa, mas preferiu não divulgar o valor.
Atualmente, de acordo com a
Semut, o Setps não paga outorga, embora opere um serviço público. Apesar das
reivindicações das empresas de ônibus por um aumento no preço das passagens, o
edital especificará os atuais R$ 2,80 como valor inicial da tarifa. O
secretário não especificou os critérios que serão utilizados para os aumentos
subsequentes.
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| Foto: estadao.com.br |
Planilhas
No último dia 30 de julho, o
Setps e a prefeitura apresentaram as planilhas de custo do sistema de
transporte em Salvador. A prefeitura apresentou planilha referente a agosto de
2012, em que os R$ 2,80 equilibram o sistema. Já o Setps apresentou planilha de
julho deste ano onde calcula uma tarifa de R$ 3,20 para que a operação seja
viável.
Ontem, presente no Fórum de
Oportunidades de Investimentos na Bahia, na sede da Federação das Indústrias do
Estado da Bahia (Fieb), no Stiep, o prefeito ACM Neto comentou o assunto pela
primeira vez. “Eu não posso acreditar no Setps, porque se eu acreditar na
planilha deles, vou ter que partir do princípio que os empresários hoje estão
subsidiando o sistema, e isso não é verdade”, disse.
Sobre as divergências entre as planilhas,
Neto disse que está fazendo um “pente-fino” e que a planilha da prefeitura
seria a correta. Ele ainda prometeu rigor na fiscalização das empresas.
“Teremos que ser duros para fazer a fiscalização de cada um destes itens que
compõem o preço da passagem e para trazê-los para a realidade. Porque a
planilha do Setps é irreal e nela eu não acredito”, avaliou Neto.
O Setps preferiu não comentar as
declarações de Neto e limitou-se a informar que as empresas se adaptarão ao
novo sistema. “As operadoras estão se adequando para atender às exigências do
poder concedente”, disse por e-mail o superintendente do Sindicato, Horácio
Brasil.
A SPE, modelo escolhido pela
prefeitura, geralmente é aplicável a serviços públicos geridos por empresas
privadas. Costuma ser adotada por facilitar a fiscalização e a relação
contratual entre governo e empresas e permitir maior garantia aos credores. O
modelo é adotado em outros municípios como Macaé, no Rio de Janeiro.







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