Enviado por: Fernando Moreira.
Fonte e foto: oglobo.globo.com
Salvador, BA (da redação
Itinerante do Blog MUSIBOL)
Malik Ameer Muhammad Afridi /
Foto: AFP
Depois de ser sequestrado por
radicais do grupo Lashkar-e-Islami e passar um mês em uma caverna sob mira de
fuzis, Malik Ameer Muhammad Afridi teve o estimado bigode raspado.
Com a
violência, ele decidiu abandonar Bara (Paquistão, próximo à fronteira com o
Afeganistão) e cultivar novamente o bigode, considerado anti-islâmico pelos
fundamentalistas, em Peshawar, a maior cidade paquistanesa e com ares mais
cosmopolitas.
Lá, ele podia andar tranquilamente em público, e acabou se
tornando grande atração.
"Deixei a minha querida
terra natal, os meus amigos e os meus parentes e me preparei para sacrificar
tudo, mas não iria comprometer o meu bigode", disse o paquistanês, que tem
dez filhos, à época.
O bigode voltou a cresceu e
atingiu o comprimento de 74 centímetros! Só que o Lashkar-e-Islami voltou a
alvejar Malik, que recebeu várias ameaças de morte. Só restou ao paquistanês
viver escondido em outra cidade, Faisalabad.
E ele prometou jamais deixar que
radicais raspem novamente o seu bigode, "símbolo de virilidade e
prosperidade", segundo o dono.
"Não gosto de fumar e beber.
Esta é a única escolha da minha vida. Eu até sacrifico comida, mas não o meu
bigode. É a minha vida. Não é parte da minha vida, é a minha vida", disse
Malik, de acordo com reportagem do "Daily Mail".
O paquistanês passa 30 minutos
diários cuidando do bigode à Dalí. Para mantê-lo, Malik gasta cerca de R$ 350
por mês com sabão e óleo de coco.





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