Por: Mariana Tokarnia. Fonte e Fotos: Agência Brasil
Em frente ao Congresso, parte dos manifestantes ouve discursos dos
representantes dos trabalhadores sentados no gramado ou em frente ao espelho
d'água. Policiais fazem um cordão de isolamento em frente ao Parlamento.
Salvador, BA (da redação
Itinerante do Blog MUSIBOL)
Trabalhadores protestam em frente ao Congresso Nacional. A manifestação,
convocada pelas centrais sindicais, marca o Dia Nacional de Luta. As principais
reivindicações dos trabalhadores são o fim do fator previdenciário, a redução
da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salários, a
aceleração da reforma agrária e a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto
(PIB) na educação e de 10% do Orçamento da União para a saúde.
Cerca de 1,5 mil pessoas participam da manifestação, segundo a Polícia
Militar do Distrito Federal. Os organizadores estimam a participação de 5 mil
pessoas. Os manifestantes marcharam pela Esplanada dos Ministérios durante a
tarde e fizeram atos nos ministérios da Agricultura e das Comunicações.
Para o secretário adjunto de Relações do Trabalho da Central Única dos
Trabalhadores (CUT), Pedro Armengol, o país avançou com as últimas medidas
anunciadas pelo governo, mas a pauta de demandas dos trabalhadores ainda
precisa ser atendida. "As nossas pautas são executáveis", disse,
citando a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais,
sem baixa dos salários. Segundo ele, com a redução da jornada, haverá abertura
de mais postos de trabalho e movimentação da economia. Armengol reivindica
ainda que as desonerações concedidas pelo governo às empresas tenham
contrapartida para os trabalhadores.
Movimentos estudantis e LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e
transexuais) também participam do protesto. Os estudantes pedem a valorização
do professor e mais recursos para a educação. Os grupos LBGT pedem a saída do
deputado Marco Feliciano da presidência da Comissão de Direitos Humanos da
Câmara e a criminalização da homofobia.
"O importante é sempre reivindicar e não deixar as ruas",
disse João Guilherme, do movimento estudantil Juntos.







0 comentários:
Postar um comentário