Fonte: Agência Brasil
Fotos: amambainoticias.com.br / sdh.gov.br
Edição: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação Itinerante do Blog MUSIBOL)
O governo criou um grupo de trabalho no âmbito da Secretaria
de Direitos Humanos da Presidência da República para providenciar a exumação
dos restos mortais do ex-presidente João Goulart e a realização de exames e
atividades periciais. A exumação
ocorrerá na próxima quarta-feira (13).
A portaria que cria o grupo de trabalho, assinada pela
ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, foi publicada no Diário
Oficial da União de ontem (7). O grupo é composto por representantes da própria
secretaria, da Comissão Nacional da Verdade e da Polícia Federal, que vai
coordenar a equipe de peritos. Os especialistas designados pela família do
ex-presidente também participarão de todos os procedimentos de exumação e
análises.
Segundo a portaria, o grupo de trabalho encerrará suas
atividades após a entrega do laudo oficial conclusivo das atividades periciais
à ministra Maria do Rosário e à Comissão Nacional da Verdade.
Deposto pelo regime militar (1964-1985), Goulart morreu no
exílio, no dia 6 de dezembro de 1976, na Argentina. O objetivo da exumação é
descobrir a real causa da morte e se ele foi assassinado. Por imposição do
regime militar brasileiro, João Goulart foi sepultado em sua cidade natal, São
Borja, no Rio Grande do Sul, sem passar por uma autópsia.
Existe a suspeita de que sua morte pode ter sido articulada
pelas ditaduras do Brasil, da Argentina e do Uruguai, na chamada Operação
Condor. Após os exames, os despojos voltarão para São Borja no dia 6 de
dezembro, data de morte do ex-presidente.






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