Por: Gilberto Costa*. Fonte: Agência
Brasil
Para o professor José Rodrigues da Fonseca (Senai-RN), um dos líderes do
time de 41 alunos de educação profissional que competiu em Leipzig, a dedicação
ao treinamento é fundamental para ir à WorldSkills. “O segredo do sucesso é escolher
o garoto que tenha perfil e trabalhar o processo, reparando as falhas e
buscando a qualidade”.
Salvador, BA (da redação
Itinerante do Blog MUSIBOL)
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| Foto: blogizazilli.com |
O Brasil encerrou a participação na WorldSkills Competition 2013, em
Leipzig (Leste da Alemanha), em quinto lugar e alcançou o recorde de medalhas
desde o início de sua participação em 1983. No total, a olimpíada da educação
profissional rendeu ao país 12 medalhas (quatro de ouro, cinco de prata e três
de bronze), além de 15 certificados de excelência.
O Brasil foi o único país latino-americano a conquistar medalha; ficou à
frente dos demais países que formam o Brics (Rússia, Índia, China e África do
Sul) e foi o segundo país ocidental a ser premiado – atrás da Suíça, segunda
colocada em todo o torneio. Coreia do Sul ficou em primeiro lugar; Taiwan, em
terceiro; e Japão, em quarto.
No ranking geral da WorldSkills Competition, esta é a pior colocação do
Brasil desde 2007 (promovida no Japão), quando o país terminou em segundo
lugar. Em 2009 (no Canadá), o Brasil foi o terceiro no quadro geral e, em 2011
(Inglaterra), voltou à segunda posição.
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| Foto: Agencia Brasil |
Para o diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
(Senai), Rafael Lucchesi, a colocação corresponde à “curva de aprendizado” – o
Brasil estreou em 12 das 37 modalidades em que competiu e os concorrentes
estavam mais bem preparados do que em edições passadas da WorldSkills Competition,
segundo ele. Apesar do risco das novas categoriais, “a participação brasileira
foi espetacular”, disse.
Antes da divulgação do resultado no final da noite de domingo (7),
horário local, o dirigente destacou à Agência Brasil que o país “faz bonito e
faz bem [a participação na WorldSkills Competition], apesar da concorrência com
países de base tecnológica maior e sistemas educacionais muito melhores”.
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson
Andrade, avalia que “os meninos do Brasil [todos com até 22 anos] estavam bem
preparados” e que agora “será necessário fazer a análise de quais provas é
preciso dar mais foco”, disse. A próxima edição do torneio será em São Paulo.
Na opinião do campeão em mecatrônica, o gaúcho Henrique Baron, de 20
anos, receber a medalha de ouro no torneio internacional “foi a melhor sensação
da vida”, para qual se dedica desde outubro de 2011. Na opinião dele, a razão
de sucesso foi contar com treinadores experientes (ex-premiados na WorldSkills)
e praticar por oito horas ao dia.
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| Foto: Agencia Brasil |
Ezequiel Xavier, do Senai-PE, conta que “a preparação dos alunos foi
árdua, porém deliciosa”. “[Eles] são vitoriosos pela garra, pelo empenho, pela
dureza e pela corrida pela medalha.”
* O repórter viajou a convite da Confederação Nacional da Indústria
(CNI)







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